Sala de Imprensa

2006

Reunião do Conselho Diretor - dia 13 de dezembro de 2006

Rudolf Höhn e Marília Pastuk"Inserção e inclusão de jovens no mercado de trabalho, pela experiência da Ação Comunitária do Brasil" foi o tema da palestra da superintendente geral da ACB-RJ e integrante do Conselho de Responsabilidade Social da ACRJ, Marília Pastuk, no Conselho Diretor do dia 13 de dezembro.

Na ocasião, Marília Pastuk explicou que a Ação Comunitária do Brasil é uma organização social sem fins lucrativos. "Ela foi idealizada e concebida por empresários visionários através de cooperação internacional. A ACB-RJ surgiu para ajudar as comunidades carentes a se recolocar no mercado de trabalho uma vez que as pessoas inseridas nessas comunidades perdem vínculos trabalhistas em detrimento do local de moradia", disse. 

Sobre as diversas formas e programas com que a Ação Comunitária trabalha para que os jovens ingressem no mercado de trabalho, segundo Pastuk, estão treinamento especializado em núcleos de moda, artesanato, marcenaria, serigrafia e outras funções. "Temos parceria com o governo federal para geração de trabalho e renda, que funciona através do Consórcio Social da Juventude, programa do Ministério do Trabalho e Emprego".

Ela disse que além de treinamento - que são 400 horas e mais outras 100 de serviços práticos voluntários - a Ação Comunitária também oferece direcionamento em empreendimentos solidários. "Funcionamos como uma incubadora de empreendimentos das comunidades nas quais atuamos como Vila do João, no Complexo da Maré e Cidade Alta, no bairro de Cordovil".

Socióloga e especialista em políticas públicas, Marília Pastuk destacou que as entidades de classe devem fazer a sua parte em prol de mudanças significativas no panorama social brasileiro. "Estamos percebendo o engajamento e compromisso de entidades como a Associação Comercial através de ações para melhorar o Rio de Janeiro. A classe empresarial é responsável também. Temos o maior apreço pelas instituições que trabalham nesse sentido", afirmou. 

Ela acrescentou ainda que a organização, que tem hoje 170 funcionários passou por uma reestruturação há oito anos quando Rudolf Höhn, presidente do Conselho de Responsabilidade Social da ACRJ, assumiu. "Houve uma quebra de paradigmas no sentido de abandonarmos o assistencialismo e darmos um passo em direção a busca do desenvolvimento baseado nos ideais da economia solidária e do comércio justo".

A Ação Comunitária do Brasil foi fundada há 40 anos e já atendeu 150 mil pessoas com a missão de promover os direitos e a cidadania de brasileiros excluídos do desenvolvimento do país, com destaque para os jovens afro-descendentes e mulheres. "A pobreza neste país é negra e feminina", afirmou Pastuk.
Presidiu a reunião o primeiro vice-presidente da ACRJ, Antenor Barros Leal, que contou com a presença do presidente da ACB-RJ, Rudolf Höhn e do presidente do Conselho de Ética, Nelson Janot Marinho.

 



Por Paula Estrella

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