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Segurança Pública e Cidadania

12.11.07 Choque de ordem no Centro do Rio

Ações preventivas para diminuir a criminalidade e aumentar a segurança na cidade do Rio foi a sugestão dada pelo presidente do Conselho de Segurança Pública da ACRJ, Francisco Horta, durante reunião realizada em 12 de novembro.

 No encontro, mediado por Horta, houve o debate Política de Segurança: Área de Confronto liderado por especialistas, como o delegado Hekel Raposo e o procurador de justiça Inácio Nunes, ambos conselheiros da ACRJ.

 Para ilustrar o debate, foi apresentado o programa da RedeVida de Televisão, exibido no último dia 30 de outubro, no qual Horta, Raposo e Nunes participaram como convidados para debater a política de segurança pública adotada pelo governo estadual que vem realizando incursões à favelas do Rio e promovendo confrontos com traficantes, nos quais pessoas inocentes estão morrendo.

 Horta não concorda com os meios adotados pela polícia no combate à criminalidade e diz que outras alternativas podem ser aplicadas. "O confronto é inevitável, mas não é desejável. Faz vítimas inocentes e morrem muitas pessoas que não têm relação com o crime. Pode-se fazer um trabalho de inteligência", sugeriu.

 Ao contrário do presidente do Conselho, os conselheiros declararam apoio à decisão do secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, e do governador Sérgio Cabral de enfrentar os bandidos. "Houve um crescimento do narcotráfico. Não há como combatê-los sem confronto", disse Hekel Raposo. Na mesma linha de pensamento, Nunes afirmou que: "chegamos a um determinado momento que as perdas humanas são inevitáveis. Não se pode atribuir apenas à polícia as mortes dos inocentes".

 O coronel da PM/RJ e conselheiro Fernando Belo apresentou também sugestões para a área de segurança pública que poderão ser incluídas ao projeto da Casa de Revitalização do Centro do Rio. Denominado Choque de Ordem no Centro do Rio, a proposta pretende reestruturar o Camelódromo, na Rua Uruguaiana, evitando a venda de produtos pirateados e a construção de cabines em locais estratégicos, integradas por um policial militar, um guarda municipal e um agente de turismo, para aumentar a segurança nas ruas, inclusive para turistas.



Por Cida Belford

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