Conselhos Empresariais
Telecomunicações
Seminário sobre satélites
13/3/2009
A Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) e a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telecom) realizaram no dia 13 de março, no Centro de Convenções da ACRJ, o seminário "Satélites Impulsionando o Desenvolvimento do País", com a participação de especialistas, representantes de entidades e autoridades governamentais. Depois do seminário, os engenheiros pioneiros da comunicação via satélite no país foram homenageados durante um almoço de confraternização.
João Carlos Pinheiro da Fonseca (membro do Conselho Empresarial de Telecomunicações da ACRJ), Almir Henrique da Costa, Rômulo Vilar Furtado, Carlos Henrique Moreira e Marcelo Peixoto receberam medalhas de mérito Rondon das mãos de Roberto Aroso Cardoso (presidente da Telecom) e diplomas Visconde de Mauá, entregues pelo presidente do Conselho de Telecomunicações da ACRJ, Luiz Guilherme Schymura, representando o presidente da ACRJ, Olavo Monteiro de Carvalho. Em 1963, eles inseriram o Brasil no grupo dos cinco primeiros países a se comunicar por voz através de satélites. O ex-ministro das Comunicações - de 1974 a 1979 -, Euclides Quandt de Oliveira, prestigiou o evento.
Os satélites são fundamentais para o desenvolvimento de um país, como o principal difusor das telecomunicações. É utilizado para o controle de tráfego aéreo, estudos climáticos e vigilância do território, entre outros aplicativos. No seminário, foram discutidos a importância de satélites, órbitas e espectro para o país; a indústria das comunicações via satélite; a visão de grandes usuários; e o Programa Espacial Brasileiro. O encontro teve ainda a participação internacional do chairman do projeto Broadband to Rural America over Satellite Integrated Links, Harald Skinnemoen.
Segundo o presidente da Telecom, os negócios na área de comunicações via satélite estão em alta no mercado brasileiro. "As tendências continuam sendo de boas perspectivas de negócios. O estado do Rio de Janeiro não só é o pioneiro na área em nosso país, como pode ser considerado a 'meca' do setor no Brasil", disse Roberto Aroso, ao destacar que as maiores empresas do ramo e os grandes usuários estão na cidade.
No encontro, o superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Jarbas Valente, informou que deverão ofertadas 17 posições para satélites comerciais em licitação ou chamamento público. "A demanda virá do serviço de telefonia móvel, já que todos os municípios brasileiros deverão ser cobertos por este serviço até abril de 2010", disse Valente.
O Brasil não possui um satélite próprio com fins militares, apenas satélites comerciais. Hoje, o país tem nove satélites de operadoras instaladas no país e 31 posições orbitais ocupadas por empresas estrangeiras. Dentro de dois anos, o governo brasileiro deverá ter o primeiro de três satélites geoestacionários que deverão ser lançados ao espaço até 2013. O presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Ganem, alertou para o risco de o país não ter o primeiro satélite geoestacionário pronto em 2010. "Para garantir a ocupação das três posições orbitais a que tem direito, o Brasil poderá recorrer ao aluguel de um satélite estrangeiro ou a parceria com outros países".
Ganem se queixou das dificuldades enfrentadas pela Agência para o desenvolvimento do Programa Nacional de Atividades Espaciais, entre eles, o corte no orçamento da AEB e os problemas com comunidades quilombolas no Centro Espacial de Alcântara (MA), que limitaram a área destinada ao lançamento de foguetes para transportar satélites até a órbita.
Também participaram do seminário João Carlos Albernaz (gerente geral de Satélites e Serviços Globais da Anatel), o contra-almirante Maurillo Euclydes Ferreira da Silva (diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Defesa), Manoel Almeida (presidente da Associação Brasileira das Empresas de Telecomunicações por Satélite - Abrasat), Luiz Otávio Machezetti (diretor da Associação das Empresas de TV por Assinatuta - ABTA), Firmiano Ramos Perlingeiro (gerente de Telecomunicações da Petrobras), Liliana Nakonechnyl (diretora de Engenharia de Transmissão e Apoio às Mídias da TV Globo) e Heliomar Medeiros (diretor do GESAC - Programa de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações).

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