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2009
Forte de Copacabana: um caso de sucesso
O Conselho Empresarial de Segurança Pública e Cidadania da ACRJ, presidido por Francisco Horta, recebeu nesta segunda-feira, 9 de novembro, o diretor do Museu Histórico do Exército e comandante do Forte de Copacabana, coronel Edson Silva de Oliveira, que fez um panorama sobre os 95 anos de história do Forte de Copacabana.
A inauguração do Forte de Copacabana ocorreu em 28 de setembro de 1914 e este ano comemora o 95º ano de existência do local que se tornou o terceiro ponto turístico mais visitado do Rio de Janeiro, atrás, apenas, do Corcovado e do Pão de Açúcar. Essa conquista foi fruto de uma verdadeira revolução social. Foram promovidos eventos antes inimagináveis em uma área militar, como a roda gigante aberta ao público, eventos de moda com desfiles de grifes famosas e, agora, um circo que começou em outubro, entre outros.
Estas ações no Forte de Copacabana, segundo o coronel, ajudam a gerar receita que possibilita equipar, modernizar o acervo das instituições, treinar o pessoal e, também, criar programas culturais, artísticos e cívicos para a cidade do Rio de Janeiro. De acordo com o coronel Edson Silva, o sucesso foi tanto que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) fez deste trabalho um modelo de gestão para todo o Brasil. "Hoje, os visitantes além de conhecerem nossa história, dispõem de atrações culturais e de lazer e conhecem nossos projetos sociais, como o curso de informática para a 3ª Idade e para as crianças da comunidade do Pavão-Pavãozinho, entre outras", destacou ele.
O Forte contabilizou mais de 460 mil visitantes em 2008. Em 2005, eram apenas 45 mil pessoas por ano e a previsão é de 700 mil até o fim deste ano. "Como disse, somos o terceiro ponto turístico em número de visitação. A qualificação dos soldados permitiu a realização de grandes eventos. Quando cheguei, o fator principal foi entender que o Forte faz parte da comunidade, não está à margem dela". Segundo ele, isso gerou as ações que fazem parte do Forte hoje. "Ouvi muito as pessoas da comunidade, os freqüentadores sentados nos bancos de nossas praças. Assim, trouxe de volta ao Forte valores que estavam adormecidos".
Para o coronel, o desafio maior era dar um referencial cívico para quem vive no entorno do Forte. "Então acrescentei responsabilidade social a esses pilares. Só no ano passado, recebemos a visita de 60 mil crianças. Conseguimos fazer daqui um referencial para as comunidades carentes da Zona Sul, ajudando a todas elas. Assim, essas crianças têm o direito de sonhar com um país melhor", concluiu ele.
