Sala de Imprensa

2010

Os desafios da Educação no Brasil

Claudia CostinA escola é o principal elemento no processo de formação e identidade de futuros cidadãos. Hoje, a população já entende que, para haver uma reformulação no método de ensino e na estrutura escolar do Brasil, é necessário o engajamento da sociedade civil. Com base neste argumento, a secretária municipal de Educação, Claudia Costin, fez, em 10 de março, a palestra Desafios da Educação Brasileira e a Educação no Rio de Janeiro, na Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Durante reunião do Conselho Diretor da ACRJ, a secretária informou que o ensino básico no Brasil está concentrado na rede pública, uma vez que nesta se encontram mais de 87% dos estudantes. Sobre analfabetismo, Claudia declarou que, atualmente, a média de idade dos analfabetos do país é de 54 anos, não atingindo mais crianças e jovens. "O acesso à alfabetização é uma questão de direito e não de política educacional, o grosso dos investimentos devem ser dirigidos à educação infantil, de formação".

Entre os desafios encontrados na educação do Brasil, Claudia Costin destacou a falta de José Luiz Alquéres; Claudia Costin e Antenor Barros Lealinvestimentos e projetos, despreparo e ausência de motivação dos professores, baixíssimo envolvimento dos pais no processo educacional, dificuldades sociais e de saúde dos estudantes, além de freqüentes problemas com segurança sofridos por algumas escolas. "Estudos indicam que a violência, uma realidade na vida de muitos jovens do Rio, inibe a aprendizagem de forma drástica. Para que o processo de aprendizado se torne parte da rotina do jovem é necessária a participação em massa da comunidade no combate à violência".

Para atacar essas deficiências, foi elaborado um plano de metas, até 2012, com o objetivo de criar 30 mil novas vagas em creches públicas ou conveniadas; 10 mil novas vagas em pré-escolas públicas; garantir que pelo menos 95% das crianças com 7 anos de idade no fim de 2012 estejam alfabetizadas; reduzir para menos de 5% a taxa de analfabetismo funcional entre os alunos do 4° ao 6° ano; e reduzir para menos de 10% o número de alunos com defasagem idade/série no 6º ano.

Segundo o presidente da ACRJ, José Luiz Alquéres, palestras como esta estimulam o empresariado a contribuir de forma efetiva para a formação de uma nova realidade da educação do país.  "Este Conselho foi privilegiado por receber informações tão esclarecedoras sobre a situação do ensino em nosso país, isso faz o empresariado se envolver cada vez mais com a causa."



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