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2010

A revitalização de São Cristovão

Com a aprovação do seu Projeto de Estruturação Urbana (PEU) São Cristóvão tem atraído olhares de alguns segmentos da economia nacional. O bairro, que estava há anos sem receber investimentos, começa a dar sinais de renascimento com os investimentos de setores como indústria têxtil e construção civil. "São Cristovão vive um momento importante", afirmou Maurício Mendes, presidente da Câmara Comunitária de São Cristovão, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Imobiliário da ACRJ, em 21 de junho.   

Para Maurício Mendes, o  bairro imperial de São Cristovão, pioneiro na urbanização do Rio de Janeiro, voltou a resgatar seu período dourado da época do império. Segundo ele, as novidades positivas aconteceram na área de negócios (APLs de Moda e Tecnologia), no setor imobiliário, serviços e infra-estrutura e na parte de transporte. "O bairro traz vantagens como logística, baixo custo e proximidade do centro financeiro da cidade".

Com o PEU, foi iniciado um processo de revitalização em São Cristovão. O bairro, que nos tempos do império era freqüentado por nobres, tinha perdido a sua pompa e se transformado em um pólo industrial. Segundo Maurício o PEU, aos poucos, está devolvendo a São Cristóvão a sua importância imobiliária. "As construtoras cariocas estão cada vez mais investindo no bairro, com condomínios dotados de atrativos serviços, como cinema, SPA, salão gourmet e academia".

O novo PEU de São Cristóvão foi elaborado na Câmara Municipal ao longo de nove meses. Nenhum bairro do Rio de Janeiro teve um plano de reestruturação tão detalhado e estudado. "O gabarito em algumas ruas passou para 12 pavimentos mas, em outras, não foi alterado. Seu objetivo é aliar tradição e modernidade, resgatando sua importância para a cidade. São Cristóvão tem ótima infra-estrutura e é bem localizado, fica perto de tudo, merece ser mais valorizado", ressaltou Mendes.

De acordo com o presidente do Conselho, José Conde Caldas, que também preside a Concal Construtora, o bairro atualmente é o que oferece mais potencial construtivo. O metro quadrado construído, que antes custava R$ 2.200 passou para R$ 3.500, ou seja, teve uma valorização de quase 60%. "Há 25 anos já alertava todos os prefeitos do absurdo que era ter o potencial construtivo congelado desde 1975 em uma região tão nobre, que tem como patrimônio a Quinta da Boa Vista e está perto de tudo", observou Conde Caldas acrescentando que, com o PEU, o bairro está voltando a ser repovoado por famílias de classe média. "Muitos jovens estão procurando imóveis em São Cristóvão. Acredito que a parcela de 30% de população que o bairro perdeu durante o período de desvalorização, será recuperada", disse Caldas.

Há ainda uma série de melhorias planejadas para o bairro, como o projeto de iluminação para a fachada do Museu Imperial, a construção de uma passarela para facilitar o acesso ao metrô e infra-estrutura para receber o trem-bala. De acordo com Conde Caldas, serão instaladas, ainda, duas novas linhas de ônibus.

 

 



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