Sala de Imprensa

2010

UPPs - O resgate da cidadania

Antonio Roberto Cesário de SáO subsecretário de Planejamento e Integração Operacional, Antonio Roberto Cesário de Sá, foi o convidado da reunião do Conselho Diretor da ACRJ, do dia 23 de junho. Na ocasião o subsecretário apresentou a palestra "UPPs - O Resgate da cidadania".

O subsecretário afirmou que, projeto de implantação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) nas comunidades cariocas, apesar das dificuldades, está caminhando muito bem. "Mas não podemos esmorecer um minuto sequer. Temos que continuar com essa força de vontade, com esse alinhamento, com essa integração que tem sido importante", disse acrescentando que, a meta das UPPs é extinguir completamente a atividade ilegal das comunidades pacificadas e que haverá uma expansão gradativa do número de favelas ocupadas. "O planejamento é feito de acordo com estudos detalhados das favelas candidatas".

As comunidades ficaram muito tempo controladas pelo tráfico, aproximadamente 40 anos. O grande avanço da UPP foi a retirada dos criminosos armados das ruas e a reconquista do espaço público, avaliou o subsecretario. Apesar dos avanços obtidos, a presença da polícia militar ainda encontra uma resistência na comunidade. Para ele, os projetos sociais que estão sendo desenvolvidos como, escolinhas de futebol para criança, vão ajudar a conquistar a confiança dos moradores. "A resistência da população ocorre por medo ou por algum tipo de resquício do tráfico".

O número de favelas dominadas por quadrilhas de criminosos é ainda maior se forem somadas as comunidades do Grande Rio e do interior do estado. Mesmo assim, nem todas as 100 comunidades receberão as UPPs no governo de Sérgio Cabral, que se encerra neste ano. De acordo com Roberto de Sá, a previsão para este ano é a implantação das unidades em até 40 favelas, que somariam 300 mil pessoas. "Estamos analisando os resultados, que até agora, são os melhores possíveis. Nossa preocupação não é usar a unidade pacificadora em todas as comunidades. A UPP não é a solução de todos os problemas".

Segundo ele, há o planejamento das UPPs ate 2014, e o fato das ocupações não terem começado no primeiro ano de governo foi justamente todo o trabalho de reestruturação e estudo que produziu os pilares para essas nova política de segurança pública. O subsecretário garantiu que é possível expandir a política de ocupação permanente para todas as favelas e complexos perigosos da cidade, mas que para isso é preciso paciência e tempo.

Roberto de Sá enfatizou que não pode resolver todos os problemas das comunidades como falta d'água e deficiência no recolhimento de lixo, mas garantiu que o que cabe à secretaria de Segurança, que é devolver aos moradores o direito de ir e vir, será cumprido. "Sei que muitas vezes não podemos colocar determinadas ações em prática porque não temos condições, equipamentos e logísticas. Mas, aos poucos, as policias Militar e Civil estão mostrando para a sociedade que sabem fazer segurança".

Neste ano, serão formados 3,6 mil novos policiais. Todos eles irão atuar nas novas UPPs que serão instaladas até o final deste governo. Se as unidades forem instaladas em comunidades pequenas, será possível alcançar as 40 favelas previstas. Mas se, por acaso, for decidido que a ocupação será de grandes complexos de favelas, como o Alemão ou a Maré, o número de comunidades atendidas será menor. "Com 3 mil homens, podemos fazer duas comunidades grandes. Com 2 mil homens, podemos fazer a Maré ou fazer o Alemão. Agora, com esses mesmos 2 mil homens, posso fazer 15 ou 20 comunidades menores", explicou.

 



Voltar