Sala de Imprensa

2010

O Porto do Rio de Janeiro

Pedro Brito

O ministro-chefe da Secretaria de Portos, Pedro Brito, esteve na Associação Comercial do Rio de Janeiro, no dia 28 de julho, onde tratou de temas como o cenário portuário atual, o andamento do Programa Nacional de Dragagem (PND), hoje com 12 obras e assinatura do documento para a dragagem do Porto de Itaguaí.

A obra, de responsabilidade da Secretaria de Portos, será realizada pela empresa Dragabrás, vencedora da licitação, e custará R$ 79,89 milhões. Serão disponibilizados dois equipamentos para a realização da dragagem: Pearl River e Breydel. O Porto de Itaguaí passará de seus atuais -14 metros para -17,5 metros de profundidade. "Isso irá diminuir o tempo de atracação e ampliar a capacidade de escoamento dos operadores privados do porto", afirmou o Ministro.

Hoje, um navio que entra no Porto de Itaguaí leva cerca de seis horas até atracar. Com as áreas de fundeio, será possível reduzir esse tempo em um terço. A estimativa é que o Porto de Itaguaí, que atualmente movimenta cerca de 300 mil TEUs por ano, aumente em até 50% sua capacidade de operação, a partir da conclusão das obras. Serão dragados 5 milhões de metros cúbicos de sedimentos em até 10 meses de obra. O término está previsto para março de 2011.

O ministro defendeu uma redução dos custos com logística no País como forma de aumentar o volume de investimentos nesta área e incrementar as atividades portuárias brasileiras. Atualmente, segundo ele, o Brasil perde em torno de 15% a 16% de seu PIB com custos logísticos. "Os Estados Unidos que estão longe de ser um exemplo no setor de logística, como a Bélgica, Alemanha, ou mesmo os asiáticos, gastam em torno de 8%", comentou.

Segundo Brito, se houvesse uma redução pela metade nestes custos, o Brasil poderia aumentar os investimentos em infraestrutura dos atuais 20% para 25% do PIB. Ele destacou que a China investe 40% do seu PIB em portos.

Durante a reunião o ministro falou ainda sobre o andamento de um plano de longo prazo para o setor que está sendo elaborado pela pasta. O chamado Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP) deve, segundo Pedro Brito, projetar um panorama de 20 anos para o setor portuário e vem sendo classificado por Brito como "o maior legado" de sua secretaria. "Tudo o que estamos fazendo é de interesse do Estado, justamente para que a mudança de governo não atrapalhe. O importante é construir algo que não dependa das pessoas. É claro que, quando se muda o governo, é natural que haja ajustes. Mas uma coisa são ajustes, outra coisa é paralisar obras, como se fazia no passado", afirmou Brito.

Dentro do PNLP, está prevista a elaboração de planos diretores para os dez principais portos. O ministro espera que os planos diretores dos portos do Rio e Itaguaí fiquem prontos em cerca de 12 meses. O plano diretor do porto de Santos (SP) é o único já pronto e concluiu que a demanda do terminal vai triplicar nos próximos 15 anos. "O objetivo desse plano de longo prazo é definir com clareza onde e quanto o governo precisa investir nos próximos 20 anos no setor portuário, tudo isso com base em pesquisa de origem e destino de carga", disse o ministro.

Brito também adiantou que empresas e governo alemães estão estudando a viabilidade de construção de um túnel que ligará a Baixada Santista a São Paulo driblando a Serra do Mar. O objetivo seria facilitar o escoamento de cargas do porto de Santos, reduzindo o congestionamento no acesso ao terminal. O governo não tem mais detalhes do projeto.

 

 

 

 



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