Ministros discutem com empresários plano de segurança para o Rio

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Os ministros da Defesa, Raul Jungmann, e do Gabinete da Segurança Institucional (GSI), general Sergio Etchegoyen, receberam na tarde desta quinta-feira (25) empresários de diversos setores da economia do Rio de Janeiro para debater o plano de segurança em elaboração pelo governo federal. Ao deixar o encontro, Etchegoyen disse que o plano de segurança previsto para o estado não deve ter “vitórias espetaculares no curto prazo”.

O estado do Rio foi escolhido como “laboratório” para receber um programa nacional de combate à criminalidade e aos problemas na segurança pública. As ações deverão ser apresentadas na sexta-feira (26) ao presidente Michel Temer, que precisará aprovar o plano. Em grave situação econômica, o Rio de Janeiro viu as taxas de criminalidade voltarem aos patamares anteriores à implantação das UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora). A capital enfrenta uma crise também na segurança pública.

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Entre os convidados para a reunião com os ministros estão o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz; o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis-RJ, Alfredo Lopes; o diretor do Rio Convention Bureau, Cláudio Magnavita; o presidente da Riotur, Marcelo Alves; o presidente da Associação Comercial do Rio, Paulo Protásio; o presidente do Rock in Rio e Conselheiro da Artplan, Roberto Medina; e o empresário Ricardo Amaral.
De acordo com o governo, as ações no Rio de Janeiro decorrem do Plano Nacional de Segurança, que foi lançado em janeiro, mas ainda não saiu do papel efetivamente.

‘Irresponsabilidade’

Após a reunião, os ministros concederam entrevista à imprensa na qual informaram que o plano terá também como foco gerar emprego por meio de ações ligadas a outros setores, como o turismo. O objetivo é que isso reflita na melhoria da segurança pública.
“É uma tentativa de abordagem multidisciplinar, mais do que exclusivamente uma ação de imposição da lei e policiamento”, afirmou Etchegoyen. “Mas eu seria irresponsável se dissesse que vamos ter resultados maravilhosos no curto prazo”, conclui. Segundo Etchegoyen, a solução será no “longo prazo” e o sucesso dependerá da adesão da população.

Na avaliação dele, porém, quando o plano vier a ser implementado, o Rio ficará mais “seguro”. “O Rio estará mais seguro, sim, na minha opinião. Ninguém imaginava que as Olimpíadas acontecessem com a segurança que aconteceram. Na medida do necessário, sabemos fazer”, acrescentou.

De acordo com chefe do GSI, as medidas vão abranger ações de inteligência, segurança pública e ações sociais, dirigidas à população mais carente. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, explicou, na sequência, que nesta sexta será apresentado o plano ao presidente Michel Temer, mas que novas reuniões ainda serão feitas. O objetivo, disse, é envolver o governo e a prefeitura do Rio para implementar uma ação integrada, como ocorreu nas Olimpíadas no ano passado.

Calendário

Segundo Sérgio Etchegoyen, não há ainda uma data para apresentação da versão final do plano. “Eu não estou preocupado em definir esse calendário porque será mais rápido do que vocês esperam. Se eu marcar uma data e não conseguir, já começamos tropeçando”, afirmou.

Ações

Após aprovação do plano pelo presidente Temer, a previsão do ministro Etchegoyen é que as ações comecem a ser executadas em meados de junho. As ações devem envolver um comitê de “pronta-resposta”, integrado por GSI, ministérios da Defesa, da Justiça e do Desenvolvimento Social e Agrário e Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Esse grupo trabalhará em conjunto para agir de forma mais rápida no combate a crimes, como se fez na Olimpíada.

Na ocasião do anúncio do Rio como laboratório para o plano, Etchegoyen explicou que o plano é trabalhar em duas frentes. Uma deverá se concentrar na imposição da lei, copiando a estrutura formada para atuar durante os Jogos Olímpicos de 2016; a segunda, voltada a dar provimento de apoio social.

Fonte: G1